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::  Inmet divulga prognóstico para o verão

21/12/2016 - Verão 2017

Inmet divulga prognóstico para o verão


O verão, no hemisfério sul, começou oficialmente às 08h44 (horário de verão, Brasília-DF) desta quarta-feira (21) e termina às 7h29 de 20 de março de 2017. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), vinculado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), as mudanças nas condições de tempo nesta estação são marcadas pela ocorrência de chuvas em forma de pancadas, temporais com possibilidade de granizo, ventos fortes e elevação das temperaturas. Devido às suas características climáticas, o verão é especialmente importante para a atividade agrícola do Brasil, em quase toda a sua extensão territorial. O verão de 2017 deverá ser uma estação clássica e típica com chuvas generalizadas e temperaturas altas em quase todo o nosso país.
Abaixo, o prognóstico do Inmet para a estação:


Previsão Climática para o VERÃO (Janeiro-Fevereiro e Março/2017).
O Verão de 2017 será marcado pela atuação do fenômeno oceânico-atmosférico “La Niña”, de forma fraca. De modo geral, a ocorrência deste fenômeno, com fraca intensidade, é favorável às chuvas na região Nordeste e desfavorável no Sul, principalmente no estado do Rio Grande do Sul, nos meses de verão e outono.


Entretanto, outros fatores, como a temperatura na superfície do oceano Atlântico Tropical e na área oceânica próxima à costa do Uruguai e da região Sul, poderão influenciar, dependendo das suas características climáticas durante essas estações, no regime de chuvas, intensificando ou atenuando os efeitos do La Niña.


A formação e atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) e de “Vórtices Ciclônicos de Altos Níveis – VCAN” serão os principais sistemas meteorológicos a atuar no Norte da Região Nordeste, durante o verão.


Prognóstico Climático por região, para o período de: Janeiro, Fevereiro e Março de 2017.
A qualidade das chuvas – frequência e quantidade – nos meses de Verão é fator crucial para o bom desempenho na produção de grãos da primeira safra e da safrinha no Brasil. Nesse contexto, uma análise prognóstica das condições climáticas para todo o país no trimestre janeiro, fevereiro e março de 2017 (mapa abaixo) apresenta-se como importante ferramenta de auxílio para ao manejo dos cultivos e o planejamento agrícola. Os prognósticos, aqui apresentados, baseiam-se na análise das tendências das condições oceânico-atmosféricas, que influenciam o clima no Brasil e em projeções de modelos climáticos estocásticos, como o do Inmet.
 

Previsão de anomalias de precipitação do modelo estatístico do INMET para o trimestre Janeiro, Fevereiro e Março/2016.

REGIÃO NORTE
A região Norte apresentou um primeiro semestre seco para o ano de 2016, ocorreu uma das maiores “ESTIAGENS” na região, chegando a apresentar áreas com seca classificada como de extrema intensidade.


De modo geral, os modelos climáticos indicam que a região deve apresentar forte variabilidade espacial na distribuição de chuvas, com significativa probabilidade de áreas com precipitação dentro da faixa normal ou acima, principalmente no Amazonas, Pará e Tocantins. Algumas áreas dos estados do Acre e Rondônia poderão apresentar irregularidade na distribuição das chuvas.

REGIÃO NORDESTE
A climatologia da região Nordeste é marcada pelo início das chuvas em janeiro (pré-estação). Os valores de precipitação serão menores em grande parte do litoral leste entre Natal e Aracaju.


As séries de precipitação mostram informações importantes sobre as irregularidades temporais da região. Observa-se que as mesmas são periódicas:
•    Década de 30 (1933);
•    Década de 50 (1956);
•    Década de 70 (79);
•    Década de 80 (80,81,82 e 83);
•    Décadas de 2010/2020 (2012, 2013, 2014, 2015 e 2016);


Nota-se, então, que depois de pelo menos cinco anos de irregularidade nas chuvas, sempre se observa ocorrência de um a dois anos chuvosos.


No verão de 2017, a posição mais ao sul da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), a posição mais a oeste e mais ao sul da Alta Subtropical do Atlântico Sul e, o mais importante, a formação de “Vórtices Ciclônicos de Altos Níveis – VCAN” trazem grande possibilidade da ocorrência chuvas, no setor norte e leste da região, se distribuírem de normal até acima da normal climatológica neste período.


Ressalta-se que o nordeste brasileiro passa por cinco anos consecutivos de seca (2012-2016), em alguns estados, como é o caso do Ceará, observou-se a maior seca desde o ano de 1910.


O verão poderá ser marcado por chuvas regulares em quase toda a região, igual aos anos análogos “1875/1876, 1895/1896, 1912/1913, 1946/1947, 1964/1965, 1973/1974, 1984/1985 e 2009/2010”.


Por fim, ressalta-se, que, apesar da expectativa de chuvas, a gestão minuciosa dos recursos hídricos é primordial.

REGIÃO CENTRO-OESTE
Assim como ocorrido com a região Norte, o primeiro semestre de 2016 foi marcado por irregularidade de chuva e acumulados de precipitação inferiores à normal climatológica. Em algumas áreas do Centro-Oeste, houve mais que 90 dias sem chuvas significativas. Tal fato acarretou em represas e reservatórios hídricos em baixa, e desta forma, ocasionando racionamento de água em algumas áreas da região e risco de racionamento de água em outras, como foi o caso do Distrito Federal até o mês de novembro.


Para o Verão, inicia a atuação de formação de sistemas de baixa pressão atmosférica, que geralmente estão associados à ocorrência de chuvas regulares e intensas. A previsão para os próximos três meses (janeiro, fevereiro e março) indica chuvas acima da normal climatológica em grande parte dos estados de Goiás e Mato Grosso. Com a possível posição da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) mais ao norte de sua posição climatológica, existirá a possibilidade, inclusive, de eventos extremos como chuvas intensas, ventos fortes e queda de granizo em todos os estados da região.


Tais níveis, de chuva esperada, poderão beneficiar a agricultura e o desenvolvimento para cultivos no centro-oeste. Em contrapartida, o prognóstico para o sul do estado do Mato Grosso do Sul indica maior probabilidade de chuvas irregulares, e abaixo da normal climatológica para o trimestre.


Vale ressaltar: Como a média trimestral é alta, existe, também, a possibilidade de chuvas consecutivas por mais de sete dias. Esses altos níveis de umidade, poderão ser prejudiciais ao manejo agrícola e aparecimento de doenças, especialmente da “Ferrugem Asiática”. As chuvas intensas e temporais (avisos meteorológicos especiais - http://www.inmet.gov.br e http://www.crc-sas.org/pt/), nas áreas vulneráveis, deverão ser monitoradas com atenção (Defesa Civil).

REGIÃO SUDESTE
No Sudeste, sistemas de baixa pressão atmosférica, posição da Alta Subtropical do Atlântico Sul (ASAS), ausência de bloqueios atmosféricos e a formação frequente da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) favorecem chuvas, por vezes, de forte intensidade em toda a região.


A previsão de longo prazo indica chuvas com grande variabilidade espacial e temporal. Ressalta-se, ainda, que a média trimestral de precipitação é alta.  Há uma tendência de anomalias positivas de precipitação na divisão dos estados de São Paulo, de Minas Gerias e do Rio de Janeiro, beneficiando assim a agricultura, o desenvolvimento dos cultivos e a recarga dos reservatórios.


Na nascente do rio São Francisco poderá haver um aporte de água que possibilitará minimizar a estiagem que a afeta o Nordeste há pelo menos cinco anos (2012 - 2016), incluindo o norte do estado de Minas Gerais, área de semiárido que frequentemente sofre com as secas, e norte do Espírito Santo.


Salienta-se que a possibilidade de chuvas, consecutivas por mais de sete dias, poderá ser prejudicial ao manejo agrícola e aparecimento de doenças, especialmente da “Ferrugem Asiática”, por causa da possibilidade de umidade excessiva no solo. Chuvas intensas e temporais (avisos meteorológicos especiais- http://www.inmet.gov.br e http://www.crc-sas.org/pt/), nas áreas vulneráveis, deverão ser monitoradas com atenção (Defesa Civil).

REGIÃO SUL
O Sul do Brasil também poderá ter uma distribuição irregular de chuva; devido a previsão de formação persistente de ZCAS nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, acarretando uma diminuição na precipitação (condição atmosférica conhecida como subsidência) em grande parte do sul brasileiro.


Com o enfraquecimento das frentes frias e os Complexos Convectivos de Mesoescala (CCMs), principais sistemas meteorológicos que ocasionam as chuvas entre a primavera e o verão, o destaque é para os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Existe uma previsão de chuvas irregulares e acima da normal climatológica, apenas na metade norte do Paraná. Especial atenção à agricultura (manejo da água), pois poderá haver longos períodos sem chuva na região (Rio Grande do Sul e Santa Catarina).



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Assessoria de Comunicação Social do Inmet
(61) 2102-4609 / 2102-4610