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::  PROGNÓSTICO CLIMÁTICO DE PRIMAVERA

22/09/2017 - Primavera 2017

PROGNÓSTICO CLIMÁTICO DE PRIMAVERA


Características da Primavera
A Primavera no Hemisfério Sul inicia-se no dia 22 de setembro de 2017 às 17h02 e termina no dia 21 de dezembro às 14h28 (Horário de Brasília). Climatologicamente, é um período de transição entre as estações seca e chuvosa no setor central do Brasil, onde há o início da convergência de umidade, que define a qualidade do período chuvoso sobre as regiões Centro-Oeste e Sudeste, bem como a parte centro-sul da região Norte. Os volumes de precipitação no norte da Região Nordeste costumam ser inferiores a 100 mm, principalmente para o norte do Piauí e noroeste do Ceará. Já na Região Sul, podem ocorrer episódios de Complexos Convectivos de Mesoescala (CCM), que estão associados a chuvas fortes, rajadas de vento, descargas atmosféricas e eventual granizo. Com o gradativo aumento das chuvas em grande parte do país nesta época do ano, tem-se o início do plantio das principais culturas de verão.


Previsão Climática para a Primavera
Devido a um acentuado resfriamento da Temperatura da Superfície do Mar no oceano Pacífico Equatorial, durante o final de agosto e início de setembro de 2017, houve um pequeno aumento da probabilidade de ocorrência de um fenômeno La Niña no final da Primavera e início do Verão de 2017/2018. Entretanto, caso haja uma confirmação do fenômeno, provavelmente este será de curta duração. A partir de janeiro, as probabilidades de ocorrência de La Niña decrescem, a medida que as probabilidades de condições de neutralidade aumentam nos meses seguintes, conforme a Figura 1. Outros fatores, como a temperatura na superfície do oceano Atlântico Tropical e no sudoeste do Atlântico Sul, também poderão influenciar o regime de chuvas no país, dependendo das suas características climáticas durante esta estação.


 

Região Norte
O período de março a julho é considerado o mais chuvoso sobre o extremo norte da região Norte. Entretanto, apresentou um déficit de precipitação em 2017, em particular no noroeste do Amazonas e Pará, além dos estados de Roraima e Amapá. Também foram registrados alguns episódios de friagem, durante os meses de inverno (junho a agosto), que atingiram o Acre, Rondônia e sul do Amazonas.
Para a Primavera, os modelos climáticos indicam que a Região Norte deve apresentar forte variabilidade espacial na distribuição de chuvas, com significativa probabilidade de áreas com chuvas dentro da faixa normal ou acima, exceto nas área do sudeste do Pará e Amazonas (Figura 2).
 

Região Nordeste
Na região Nordeste, durante os meses de inverno, houve um aumento da convergência de umidade oriunda do Atlântico Sul e alguns episódios de Distúrbios Ondulatórios de Leste (DOL), que favoreceram os elevados totais de chuvas no leste da região, principalmente nos estados de Pernambuco, Alagoas, Sergipe, que encontram-se em fase final de sua estação chuvosa. Na parte norte da Região Nordeste a situação foi inversa, pois o volumes de chuvas ficaram abaixo da média nos últimos meses, agravando a situação hídrica, principalmente no estado do Ceará.
A previsão do modelo estatístico do INMET para a Primavera (Figura 2), indica o predomínio de áreas com maior probabilidade de chuvas abaixo da média durante a estação. As temperaturas estarão mais elevadas sobre a região sul do Maranhão e do Piauí e oeste da Bahia.


Região Centro-Oeste
Na Região Centro-Oeste, se destacou o frio intenso ocorrido na segunda quinzena de julho, devido a massa de ar frio que passou pelo Brasil. Ocorreram chuvas mais localizadas nos estados do Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, sendo que, em algumas localidades não houve a ocorrência de chuvas e a umidade relativa foi abaixo de 30% nos horários com temperaturas mais elevadas. Com a chegada da seca nos meses de inverno, os reservatórios do Distrito Federal atingiram o nível de 40%, sendo considerado o pior índice dos últimos 20 anos (Fonte: Correio Braziliense).
A previsão para a Primavera (Figura 2) indica alta probabilidade das chuvas ocorrerem acima da normal em grande parte do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, devido a atuação da formação de sistemas de baixa pressão atmosférica, que geralmente estão associados à ocorrência de chuvas regulares e intensas. Nas demais áreas, os acumulados de chuva permanecerão abaixo da média.


Região Sudeste
De forma geral, a distribuição espacial das chuvas durante o inverno seguiu as suas características típicas do período, com ausência de precipitação no interior. Entretanto, foram registradas temperaturas elevadas no final deste inverno em grande parte do Brasil. Durante os meses de junho e julho, foram registrados alguns episódios de geadas com intensidade variando de fraca a moderada nos estados de São Paulo e Minas Gerais.
A previsão para os próximos três meses (Figura 2), indica que devem permanecer áreas com chuvas dentro da faixa normal ou acima nesta estação, exceto em algumas áreas de Minas Gerais e São Paulo. Vale ressaltar que as primeiras chuvas geralmente ocorrem na segunda quinzena de setembro sobre a área central do Brasil, porém as previsões de curto prazo indicam que existe uma tendência de atraso no início da estação chuvosa. De modo geral, os modelos climáticos indicam que as temperaturas devem permanecer acima da média em grande parte da região no mesmo período.


Região Sul
Durante os meses de inverno, algumas cidades de Santa Catarina e Rio Grande do Sul foram atingidas por inundações e tempestades convectivas, devido à passagem de frentes frias. Exceto no mês de julho, que foi marcado por poucas chuvas e predominância de dias quentes e secos consecutivos, resultando um mês com temperatura acima da média, mesmo havendo registro de temperaturas abaixo de zero em algumas localidades da Região Sul.
O prognóstico da Primavera (Figura 2) indica que as chuvas devem ficar acima ou dentro da faixa normal nos três estados da região. Devem predominar áreas com temperaturas dentro da faixa normal.


Instituto Nacional de Meteorologia
Coordenação-Geral de Meteorologia Aplicada, Desenvolvimento e Pesquisa (CGMADP) - Serviço de Pesquisa Aplicada (SEPEA)