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::  PROGNÓSTICO CLIMÁTICO DE INVERNO

20/06/2017 - Inverno 2017

PROGNÓSTICO CLIMÁTICO DE INVERNO

Características do Inverno

O Inverno, no Hemisfério Sul, inicia-se no dia 21 de junho de 2017 à 01h24 e termina no dia 22 de setembro às 17h02. Climatologicamente, a estação é marcada pelo período menos chuvoso das regiões Sudeste, Centro-Oeste e grande parte da região Norte do Brasil, enquanto que o máximo de precipitação concentra-se na parte noroeste da Amazônia, no estado de Roraima e extremo sul do Brasil.

Caracteriza-se também, pelas incursões de massas de ar frio, oriundas do sul do continente, que provocam o declínio acentuado das temperaturas do ar. Esta diminuição, podem ocasionar: i) formação de geadas, nas regiões Sul, Sudeste e no Estado do Mato Grosso do Sul; ii) queda de neve nas áreas serranas e planaltos da região Sul; iii) episódios de friagem nos Estados de Rondônia, Acre e no sul do Amazonas. Em função das inversões térmicas no período da manhã durante o inverno, observam-se formações de nevoeiros e/ou névoa úmida nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, com redução de visibilidade, impactando especialmente em estradas e aeroportos.

Com a redução das chuvas em grande parte do país nesta época do ano, tem-se a diminuição da umidade do ar, que consequentemente favorece o aumento da incidência de queimadas e incêndios florestais, bem como aumento de doenças respiratórias.


Perspectiva do El Niño para o Inverno

As chances de ocorrência de um fenômeno El Niño durante o Inverno de 2017 decresceram no último mês, prevalecendo a “neutralidade” no oceano Pacífico Equatorial. Entretanto, caso haja uma confirmação até o final da primavera, provavelmente o fenômeno será de baixa intensidade, segundo um dos modelos de prognóstico probabilístico do “El Niño” (Figura abaixo - IRI). Outros fatores, como a temperatura na superfície do oceano Atlântico Tropical e no sudoeste do Atlântico Sul, poderão influenciar o regime de chuvas no País, dependendo das suas características climáticas durante esta estação.


Prognóstico Climático por Região para o Período Julho, Agosto e Setembro/2017

 

Previsão de anomalias de precipitação e temperatura média do ar do modelo estatístico do INMET para o trimestre JAS/2017.

Região Norte

Na região Norte, o excesso de precipitação favoreceu a elevação das cotas dos principais rios, como o Solimões e Negro. Também houve o primeiro episódio de friagem no estado de Rondônia, durante o mês de abril. De modo geral, os modelos climáticos indicam que a região deve permanecer com chuvas variando de normal a abaixo da climatologia, com exceção do nordeste de Roraima e centro-norte do Pará. A possibilidade de ocorrência de temperaturas médias abaixo da normal climatológica para os próximos meses irão favorecer a incidência de friagem, principalmente no sul do Amazonas, Acre e Rondônia. Queimadas e incêndios florestais são comuns nessa época do ano em todos os estados da região.

Região Nordeste

Na região Nordeste, durante os meses de outono, houve um aumento da convergência de umidade oriunda do Atlântico Sul e alguns episódios de Distúrbios Ondulatórios de Leste (DOL), que favoreceram os elevados totais de chuvas no leste da Região Nordeste, principalmente nos estados de Pernambuco, Alagoas, Sergipe e parte da Bahia. Acumulados de chuva muito acima da média semelhantes ao deste ano, são recorrentes na região leste do Nordeste, como ocorrido em 1966, 1975, 1985 e 2009. Entretanto, é importante destacar que a estação chuvosa desta região prolonga-se até o mês de agosto, favorecendo ainda a ocorrência de acumulados diários de chuva que podem ultrapassar os 100 milímetros. A previsão do modelo estatístico do INMET indica o predomínio de áreas com maior probabilidade de chuvas dentro da faixa normal ou levemente abaixo durante a estação. As temperaturas estarão mais amenas ao longo da costa. No interior da região inicia-se o período seco, com temperaturas altas e baixos índices de umidade relativa.

Região Centro-Oeste

Na Região Centro-Oeste, as chuvas estiveram mais localizadas no estado do Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e sul de Goiás. Houve também, um decréscimo mais intenso da temperatura no Mato Grosso do Sul, devido a primeira massa de ar frio que passou pelo Brasil na segunda quinzena de abril. Ressalta-se que, o período seco da região Centro-Oeste já iniciou, portanto, a tendência é haver decréscimo da umidade relativa nos próximos meses, com valores diários que podem ficar abaixo de 30% e picos mínimos abaixo de 20%. Com a chegada da seca (umidade relativa do ar baixa, ausência de chuvas e evaporação alta), o governo do Distrito Federal não descarta aumentar o número de dias de racionamento de água no estado. A previsão para o inverno indica alta probabilidade das chuvas ocorrerem de normal a abaixo da normal em grande parte da região, acompanhado de temperaturas médias acima da normal climatológica, devido a permanência de massa de ar seco e quente, principalmente nos meses de agosto e setembro, favorecendo a ocorrência de queimadas e incêndios florestais.

Região Sudeste

O avanço de sistemas frontais durante o outono sobre a Região Sudeste, contribuiu para que as chuvas fossem mais frequentes. Além disso, houve declínio de temperatura, principalmente no sul do Estado de São Paulo, devido a atuação de massas de ar frio. Destaca-se que, assim como na região Centro-Oeste, o trimestre de junho a agosto corresponde ao período mais seco da região, especialmente no estado de Minas Gerais. A previsão indica que devem permanecer áreas com chuvas dentro da faixa normal ou abaixo nesta estação, exceto em São Paulo e parte sul do Rio de Janeiro, onde a previsão indica chuvas de normal a acima da média. De modo geral, os modelos climáticos indicam que as temperaturas devem permanecer acima da média em grande parte da região, porém em alguns pontos, pode haver declínio acentuado de temperatura e, em locais mais elevados, formação de geada, devido à passagem de massas de ar frio.

Região Sul

Durante o outono, as chuvas foram acima da normal climatológica em praticamente toda a região, porém o máximo volume de chuvas ocorreu no noroeste do Rio Grande do Sul. Durante a segunda quinzena de abril houve um intenso resfriamento, que deu início a temporada de temperaturas abaixo de zero grau, episódios de geadas com intensidade variando de forte a moderada. Já na segunda semana de junho, houve registro de neve na serra catarinense, devido a entrada de uma forte massa de ar de origem polar. O prognóstico indica chuvas acima da média no Paraná, Santa Catarina e nordeste do Rio Grande do Sul. A maior frequência das frentes frias contribuirá para maiores variações nas temperaturas ao longo deste trimestre, porém as temperaturas médias devem permanecer de normal a abaixo da normal climatológica no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e oeste do Paraná, favorecendo a incidência de geadas em áreas serranas e planalto. Porém, o prognóstico de longo prazo indica que serão menos intensas que no ano de 2016, quando tivemos  um inverno rigoroso (principalmente no mês de junho). Novos episódios de neve podem ocorrer, principalmente no mês de julho nas áreas propícias ao fenômeno.


Para maiores detalhes acesse: http://www.inmet.gov.br/portal

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